Condenado a 36 anos por duplo homicídio em Mato Grosso
Carlos Bezerra recebeu condenação de 36 anos de prisão pelo assassinato de duas pessoas em janeiro de 2023. O júri popular, realizado na última sexta-feira (31), reconheceu a culpabilidade do réu pelos crimes de homicídio qualificado contra o casal.
Os crimes e as circunstâncias
Os assassinatos ocorreram em 18 de janeiro de 2023, na tarde, em frente ao prédio Solar Monet, localizado na região onde residia a mãe de uma das vítimas. Thays Machado e seu namorado Willian Moreno foram mortos a tiros, com cada um recebendo três disparos fatais.
De acordo com a investigação, Carlos Bezerra utilizava um veículo modelo Kwid para perseguir a ex-companheira. Ele dirigia-se ao local, executava a ré para aproximar-se das vítimas e disparou mais de dez vezes contra o casal. Após os disparos, o acusado empreendeu fuga e foi capturado horas depois em uma propriedade rural da família em Campo Verde.
Qualificadoras reconhecidas
A magistrada Mônica Perri Siqueira, responsável pelo caso, reconheceu múltiplas qualificadoras. No tocante à morte de Thays, o tribunal constatou homicídio qualificado por motivo torpe, utilização de método cruel, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e, ainda, feminicídio. Pela morte de Willian, o réu foi condenado por homicídio qualificado com as mesmas circunstâncias agravantes, excetuando-se o feminicídio.
Negação de liberdade provisória
A juíza determinou expressamente a manutenção da prisão preventiva e impediu ao condenado o direito de recorrer em liberdade. A ordem é pela execução imediata da sentença, sem possibilidade de permanência fora do cárcere durante o processo recursal.
Defesa e alegações do acusado
Durante o interrogatório, Bezerra confessou a autoria dos disparos e manifestou arrependimento. Contudo, alegou ter agido em legítima defesa, argumentação que não se sustentava diante das evidências, visto que as vítimas estavam desarmadas.
O acusado relatou um relacionamento de aproximadamente três anos e sete meses com Thays, que descreveu como “muito bom”, embora permeado por instabilidades e discussões. Mencionou planos matrimoniais e até a intenção de regularizar a situação de uma filha da ex-companheira. O rompimento definitivo teria ocorrido durante as festividades de fim de ano de 2022, após episódios de ciúmes e conflitos que se intensificaram até o Réveillon.
A permanência de Carlos Bezerra na cadeia segue determinada pela justiça, sem prerrogativa de apelação em condição de liberdade.





















